Thursday, September 07, 2006

História de Paraisópolis VOLTAR

Paraisópolis tem sua história relacionada à procura do ouro. O primeiro núcleo de povoação se originou da bandeira de Gaspar Vaz da Cunha que, partindo de Taubaté, subiu a Serra da Mantiqueira até atingir a cabeceira do Rio Sapucaí Mirim, em Minas Gerais, à procura de veios do precioso mineral. Vários outros seguiram, posteriormente, os passos de Gaspar. Não encontrando indícios de ouro na região, muitos mineradores passaram a se dedicar à lavoura e pecuária, criando o povoado do Campo do Lima que passou a ser também o marco divisório entre as províncias de São Paulo e Minas Gerais após a expulsão dos paulistas Um dos novos colonos foi o Guarda-Mor Francisco Vieira Carneiro que aqui apareceu firmando suas sesmarias em 1839.Eram vastas glebas de terras férteis que, somadas às águas piscosas do rio Sapucaí Mirim, atraíam colonos. Esses colonos passaram a exigir a criação de uma capela para a realização de serviços religiosos e ela seria devotada a São José. Para rezar missas era preciso pedir permissão a sua Majestade Imperial e ela foi concedida em 22 de outubro de 1827, com a criação da capela de São José da Ventania. O povoado ia crescendo e recebendo vários nomes no decorrer dos anos: São José da Ventania, Formiguinha, São José das Formigas, Vila Paraíso, e em 1914, Paraisópolis. Em 25 de janeiro de 1873 em sessão solene, tomaram posse os primeiros vereadores. Na véspera do Natal de 1874, a Vila de São José do Paraíso se tornava cidade. O município de Paraisópolis apresentou no decorrer de sua história notável progresso econômico, social e cultural. Na primeira década do século XX, com a chegada da luz elétrica, os paraisopolenses viram-se deslumbrados com a genial invenção dos irmãos Lumière: o cinema. A estrada de ferro chegou em 1914, ligando Paraisópolis a Itajubá e ao Rio de Janeiro. O futebol surgiu em 1912 com a criação do Paraíso Foott Ball Clube, que logo se tornou a paixão dos moradores que viram inaugurado, em 1919, o estádio Esporte Clube São José, até hoje um dos cartões postais da cidade.Paraisópolis lutou na Revolução Constitucionalista de 1932 e enviou seus jovens filhos à Europa para lutarem na Segunda Guerra Mundial. O povo se apaixonou pelo rádio e pela Rádio Nacional nos anos 40 e emocionou-se com a magia da primeira televisão instalada em praça pública na década de 50. À medida que a cidade crescia, já nos anos 60, surgiu o problema da falta d'água. Foi quando as autoridades municipais tomaram uma decisão ousada para a época: construir uma represa a 1.500 metros de altura. Assim, nasceu a represa do Brejo Grande, hoje um dos principais pontos turísticos da cidade.

Caracteristicas Gerais

Coordenadas GeográficasLatitude - 22o 33’ 15 "S Longitude - 45o 46’ 50" WAltitudeCidade - 968 m Máxima - 1.931m, na Serra da Imbira Branca Mínima - 930 m, na Foz do Ribeirão das Caveiras

Distâncias

Belo Horizonte - 420 km São Paulo - 180 Km Rio de Janeiro - 370 Km Santos -300 km São Sebastião - 200 km Varginha - 219 km Itajubá - 53 km Santa Rita do Sapucaí - 46km Campos de Jordão - 45 km Sapucaí Mirim - 26 km Consolação - 22 km Gonçalves - 22 km Conceição dos Ouros - 18 km Cachoeira de Minas - 26 km Brasópolis - 26 km Campinas - 220 km

TemperaturaMédia Anual:

21o CMédia Máxima Anual: 27o CMédia Mínima Anual: 13o CÍndice Pluviométrico Anual1.200 m RelevoTopografia: Plano 10%, Ondulado 30%, Montanhoso 60%Bairros Novo / Pinhalzinho / Uruguaia / Serrinha Mundo / Martins / Jacintos / Lagoa / Serra dos Pereiras / Machadão / Serra do Meio / Lopes / Lucianos / Andorinhas / Inácios / Vitória / Henriques / Imbiruçu / Cochos / Ribeirão Vermelho / Bomba / Santa / Coqueiros / Bela Vista / Recoco / Ponte do Neneco / Áreas Distrito / Costas

Brasão e Bandeira
O Brasão de Armas e a Bandeira do Município de Paraisópolis foram instituídos pela Lei no-549 de 01 de Novembro de 1967 pela Câmara Municipal e seu uso é regulamentado pelo Executivo Municipal. Consta desses registros a seguinte descrição do brasão:"Escudo samnítico encimado pela coroa de oito torres de prata. Em campo azul, posto em abismo, em escudo de jalde carregado de um lírio ao natural; acantonados em chefe, dois querubins de argenta soprando sobre o escudete. Em contra-chefe, em mantel de jalde carregado de uma buzina de caça de gales, estilo boiadeiro. Como suporte, a destra e sinistra do escudo, dois galhos de café frutificados ao natural, entre cruzados em ponta sobre os quais se sobrepõe em listel de azul ostentando em letras de jalde o topônimo Paraisópolis, ladeado pelas datas 25-01-1873 e 03-12-1884." Quanto ao significado dos símbolos constantes do brasão aí descritos, estão assim interpretados:"O Escudo samnítico, usado para representar o Brasão de armas de Município de Paraisópolis, foi o primeiro escudo introduzido em Portugal por influência francesa, evocando aqui a raça latina colonizadora e principal formadora da nacionalidade brasileira. A coroa mural que o sobrepõe, sendo de prata de oito torres, das quais apenas cinco são visíveis em perspectiva no desenho é o símbolo universal dos brasões do domínio, classificando a cidade que representa na Segunda Grandeza, ou seja Sede da Comarca. A cor azul de campo de escudo, simboliza o céu, ou mais precisamente a concepção do Paraíso. Em abismo, centro ou coração do escudo , o escudete de jalde ( ouro) carregado de um lírio ao natural simboliza São José, Padroeiro da cidade. Os querubins de argenta ( prata) acantonados em ação de sopro sobre o escudete lembram as condições atmosféricas da região onde se vê a cidade pela constância dos ventos próprios da região serrana, contribuindo para a amenidade do clima; outrossim, os querubins completam o parlantismo do brasão, lembrando o primitivo topônimo de São José da Ventania." Em contra-chefe, parte inferior do escudo, o mantel de jalde (ouro) é a representação iconográfica que representa montanhas, carregado da buzina de caça, estilo boiadeiro, de góles (vermelho) lembrando a pecuária, uma das principais fontes de riquezas do município. O metal jalde (ouro) é o símbolo heráldico de riqueza, esplendor, glória, poder, fé e mando. O metal argenta (prata) simboliza a paz, prosperidade, religiosidade, amizade e pureza. O góles (vermelho) representa a heráldica, a audácia, intrepidez, coragem e valentia. Nos ornamentos exteriores, os galhos de café frutificados lembram no brasão os produtos oriundos da terra dadivosa e fértil e, no listel em letras de ouro sobre anil, o topônimo identificador "Paraisópolis" que resume em si tudo o que é representado no brasão e ladeado pelas datas "25-1-1873" da instalação da Câmara Municipal e "3-12-1884" da instalação da comarca."
Fonte : PAIVA, João Lopes de.
Paraisópolis de Ontem e de Hoje. p.54

Assim como o brasão , também a bandeira está descrita nos documentos arquivados na Câmara Municipal: "Esquartelada em cruz sendo os quartéis de azul, constituídos por quatro faixas brancas e carregadas de sobre-faixas vermelhas, dispostas duas em sentido horizontal e vertical partindo de um losango central branco onde é aplicado o Brasão da cidade." Com relação à simbologia, consta o que segue:"De conformidade com a tradição heráldica portuguesa da qual herdamos os canônes e regras, as bandeiras municipais serem oitavadas esquarteladas ou terciadas ostentando ao centro o brasão da cidade.
A Bandeira Municipal de Paraisópolis segue essa regra geral, sendo esquartelada. O Brasão ao centro da Bandeira simboliza a própria cidade sede do município. As faixas que partem desse losango dividindo a bandeira em quartéis representam a manifestação do Poder Municipal a todos os quadrantes do seu território e os quartéis assim constituídos simbolizam as propriedades rurais nele contidas. As cores da bandeira, azul, branca e vermelha são originadas do campo do escudo: o branco simboliza a paz trabalho e prosperidade; o vermelho representa a audácia, intrepidez, coragem, valentia; o azul símbolo de justiça, nobreza perseverança, zelo e lealdade.
No sentido literário a bandeira de Paraisópolis poderá ser assim interpretada: "com justiça, nobreza, perseverança (azul) o povo de Paraisópolis (brasão) através de evolução histórica da cidade, com intrepidez e audácia tem lutado (vermelho) em defesa de suas instituições democráticas, criando um ambiente de paz e trabalho (branco) necessário ao seu desenvolvimento."

Colaboração: www.sbs-net.com.br/paraisopolis